Um salve aos que vivem intensamente. Aos que vivem nos intervalos da realidade, aos que desejam a aventura, aos que criam, que inventam, aos que se jogam.
Quando somos jovens só queremos viver a vida, deixar que os conflitos saiam por algum cano de escape, queremos apenas colocar pra fora aquilo que nos atormenta por dentro. E somos tomados pelo desejo incontrolável de sair por aí, sair pra algum lugar, para cantos todos, sair da realidade. Estamos sempre procurando entrar em um mundo em que tudo seja mais fácil, num mundo onde as coisas acontecem de acordo com o nosso comando.
A mistura e o paralelo dos remédios para amargura e as drogas que vem com bula.
Uma fuga!
Do outro lado do espelho, uma fuga.
Na utopia, uma fuga.
Numa aventura, uma fuga.
Um plano, pessoas, e uma fuga.
Fugimos esperando chegar no lugar certo, talvez o certo nem exista, mais o ideal estar pertinho de nós.
O som da água chegando na areia, aquele infinito azul, o dia que já foi, a noite chegando, meus amores sentados na areia sentindo essa brisa fria se espalhando em nosso rosto, levando-nos pra longe daqui, dos pensamentos frios. O mar misterioso, as pessoas que passam e nos olham, nos observam. E mesmo que as ondas estejam a alguns metros da gente, é como se elas tivessem aqui, nos derrubando. Logo nós, surfistas inexperiente, teimosos. Gozando a vida naquele momento, sorrindo sem motivos ou por motivos bobos, por motivos todos e por motivo nenhum. Observavam nos olhos e viam que a felicidade de viver aquele agora, era encantadora, era fantástico, libertador, era tudo e simplesmente era.
Desafiamos o nosso instinto dissonante e fugimos para dentro de nós mesmos.
O mundo cantando em nossos ouvidos através daquele mar a nossa frente. O desabafo calado de quem vive intensamente, mas se deixa levar no desespero que é viver o resto dos dias lá fora, nas horas caóticas, nos problemas que parece nunca sumir.
O choro calado de pessoas que sente muito, que transborda, mas não é tudo para vencer.
Vencer essa batalha todos os dias e como um soldado vencido, jogar todas as medalhas no travesseiro, nesse suicídio melancólico e acordar mais uma vez.
Naquele crepúsculo, começo da noite, derramados na areia, apenas se deixado levar, pra algum lugar, talvez longe demais ou muito perto de nós mesmos.
Quando somos jovens só queremos viver a vida, deixar que os conflitos saiam por algum cano de escape, queremos apenas colocar pra fora aquilo que nos atormenta por dentro. E somos tomados pelo desejo incontrolável de sair por aí, sair pra algum lugar, para cantos todos, sair da realidade. Estamos sempre procurando entrar em um mundo em que tudo seja mais fácil, num mundo onde as coisas acontecem de acordo com o nosso comando.
A mistura e o paralelo dos remédios para amargura e as drogas que vem com bula.
Uma fuga!
Do outro lado do espelho, uma fuga.
Na utopia, uma fuga.
Numa aventura, uma fuga.
Um plano, pessoas, e uma fuga.
Fugimos esperando chegar no lugar certo, talvez o certo nem exista, mais o ideal estar pertinho de nós.
O som da água chegando na areia, aquele infinito azul, o dia que já foi, a noite chegando, meus amores sentados na areia sentindo essa brisa fria se espalhando em nosso rosto, levando-nos pra longe daqui, dos pensamentos frios. O mar misterioso, as pessoas que passam e nos olham, nos observam. E mesmo que as ondas estejam a alguns metros da gente, é como se elas tivessem aqui, nos derrubando. Logo nós, surfistas inexperiente, teimosos. Gozando a vida naquele momento, sorrindo sem motivos ou por motivos bobos, por motivos todos e por motivo nenhum. Observavam nos olhos e viam que a felicidade de viver aquele agora, era encantadora, era fantástico, libertador, era tudo e simplesmente era.
Desafiamos o nosso instinto dissonante e fugimos para dentro de nós mesmos.
O mundo cantando em nossos ouvidos através daquele mar a nossa frente. O desabafo calado de quem vive intensamente, mas se deixa levar no desespero que é viver o resto dos dias lá fora, nas horas caóticas, nos problemas que parece nunca sumir.
O choro calado de pessoas que sente muito, que transborda, mas não é tudo para vencer.
Vencer essa batalha todos os dias e como um soldado vencido, jogar todas as medalhas no travesseiro, nesse suicídio melancólico e acordar mais uma vez.
Naquele crepúsculo, começo da noite, derramados na areia, apenas se deixado levar, pra algum lugar, talvez longe demais ou muito perto de nós mesmos.

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